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CLOUD

Conceitos de nuvem para a certificação Azure. Anotações do dia 1

Recebi uma proposta de trabalho que usa Azure e, pra me preparar, comecei hoje a estudar para a certificação inicial da plataforma. A prova é semana que vem, então resolvi estudar do zero e ao mesmo tempo transformar as anotações em conteúdo pro blog.

Esse primeiro dia foi só sobre conceitos: como a nuvem cobra pelo que você usa, os modelos de implantação (privada, pública e híbrida), o modelo de responsabilidade compartilhada entre provedor e consumidor, e uma introdução aos serviços do Azure. Nada de mão na massa ainda, mas é a base que sustenta tudo o que vem depois.

Modelo baseado em consumo e preço

A computação em nuvem é baseada em consumo: você paga somente pelo que usa e libera o restante quando termina.

Por isso, esse gasto é tratado como despesa operacional (OpEx), e não como investimento antecipado em hardware (CapEx). A diferença é importante:

A vantagem prática é ajustar os recursos à demanda real: sobe quando precisa, corta quando não precisa mais, sem pagar por capacidade ociosa. Também tira da sua mão a preocupação com energia, refrigeração e hardware — isso fica por conta do provedor.

Multicloud e Terraform

Multicloud é o cenário em que você (ou a empresa) usa vários provedores de nuvem pública ao mesmo tempo. Alguns motivos para isso acontecer:

Ao falar de multicloud, aparece logo a pergunta: como gerenciar recursos em provedores sem enlouquecer? É aí que entra o Terraform, uma ferramenta de Infrastructure as Code que provisiona infraestrutura na AWS, Azure, Google Cloud e outros provedores usando a mesma linguagem.

Multicloud é a estratégia, e o Terraform é uma das ferramentas que tornam ela viável. Mais pra frente pretendo dedicar um post (ou uma série) só pra isso: provisionar a mesma stack em dois provedores diferentes e ver a mágica acontecer.

Azure Arc

Azure Arc é um conjunto de tecnologias que estende o gerenciamento e os serviços do Azure para infraestrutura que roda fora do Azure.

Exemplo prático: você tem um cluster Kubernetes rodando na AWS. Em vez de gerenciar esse cluster pelo console da AWS, você o registra no Arc e passa a comandá-lo — junto com outros recursos — a partir do próprio Azure.

Modelos de implantação de nuvem

Nuvem privada

Ambiente usado por uma única entidade — na prática, o próprio datacenter da empresa. A vantagem é o controle, mas o preço é que a empresa mantém todo o gerenciamento: manutenção, refrigeração, local físico e funcionários responsáveis por isso.

Nuvem pública

Ambiente criado, controlado e mantido por um provedor de nuvem de terceiros (Azure, AWS, Oracle Cloud, Google Cloud). Essas empresas alugam e disponibilizam serviços e espaço na própria infraestrutura para outras empresas contratarem.

Nuvem híbrida

É a mistura das outras duas. Exemplo: uma empresa tem seu próprio datacenter e precisa escalar horizontalmente por um período determinado — ela pode adicionar nuvem pública ao seu ambiente. Nesse momento o ambiente se torna híbrido: cresce horizontalmente enquanto é preciso e depois volta ao tamanho original, conforme a demanda.

Alguns aspectos da nuvem pública

Modelo de responsabilidade compartilhada

No modelo de responsabilidade compartilhada, as responsabilidades de segurança e gerenciamento são divididas entre o provedor de nuvem e o consumidor.

Responsabilidades do provedor: segurança física, energia, refrigeração e conectividade do datacenter.

Responsabilidades do consumidor:

Onde exatamente essa linha é traçada depende do modelo de serviço contratado — e é aí que entram IaaS, PaaS e SaaS.

IaaS, PaaS e SaaS

ItemIaaSPaaSSaaS
Datacenter físico, rede física, hosts físicosProvedorProvedorProvedor
Sistema operacionalConsumidorProvedorProvedor
AplicativosConsumidorConsumidorProvedor
Identidade e acessoConsumidorConsumidorProvedor*

*Um bom exemplo dessa divisão: no PaaS e no SaaS, identidade e acesso normalmente não são compartilhados — você continua gerenciando seus próprios usuários, funções e políticas, enquanto o provedor executa a plataforma de autenticação (como o Microsoft Entra ID). Já no SaaS puro, a responsabilidade passa a ser quase inteiramente do provedor.

Resumindo a lógica: IaaS coloca a maior responsabilidade sobre o consumidor, com o provedor cuidando só das questões básicas (segurança física, energia, conectividade). SaaS inverte isso — a maior parte da responsabilidade fica com o provedor. PaaS é o meio-termo, distribuindo a responsabilidade de forma mais equilibrada entre os dois lados.

Conceitos básicos do Microsoft Azure

O Azure é uma plataforma de computação em nuvem com um conjunto de serviços em constante expansão. Ele pode hospedar desde serviços web simples voltados para a internet até computadores totalmente virtualizados.

Os principais grupos de serviço que vi até agora:

CategoriaExemplos
ComputeVMs, Containers, Functions
DatabasesSQL, CosmosDB, MySQL, PostgreSQL
StorageBlob, Files, Queues, Tables
NetworkingVNet, Load Balancer, DNS, CDN
IoTIoT Hub, IoT Central, Edge Services
AI + MLAzure OpenAI, AI Services, Machine Learning

O que é computação em nuvem

É a entrega de serviços de computação pela internet. Esses serviços incluem infraestrutura de TI como computação (VMs), armazenamento, banco de dados e rede.

Os serviços de computação em nuvem também expandem as ofertas tradicionais de TI para incluir itens como IoT (Internet das Coisas) e ML (Machine Learning) — coisas que antes exigiam times e infraestrutura próprios e hoje são consumidas como serviço.

Conclusão

Foi um bom primeiro dia: nenhuma linha de comando, mas uma base conceitual que vai facilitar entender o “porquê” das próximas etapas — provisionamento, identidade, segurança e governança no Azure.

A prova é semana que vem, então devo publicar mais anotações como essa ao longo dos próximos dias, conforme for avançando pelo restante do conteúdo.

Referências

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