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Amazon EC2: instâncias, tipos e ciclo de vida

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Você precisa executar uma aplicação, escolher o sistema operacional e instalar os pacotes que ela usa. Na Amazon Web Services (AWS), o Amazon Elastic Compute Cloud (EC2) oferece capacidade computacional para esse tipo de necessidade.

O ponto principal é entender a troca: você ganha controle sobre o servidor, mas também assume o trabalho de administrá-lo.

O que é uma instância?

Uma instância EC2 é um servidor na nuvem. No uso mais comum, ela funciona como uma máquina virtual: tem processamento, memória, rede e acesso a armazenamento. Você instala e executa o software necessário nesse ambiente.

Para criá-la, escolhe uma Amazon Machine Image (AMI), a imagem de máquina que serve como base do sistema, e um tipo de instância, que define seu perfil de recursos. A imagem não é a instância em execução. Conceitos do EC2.

Pense numa receita e no prato preparado: a imagem fornece a base para criar servidores; a instância é um desses servidores funcionando. Alterar uma instância não atualiza automaticamente a imagem original.

Como escolher o tipo de instância

Uma unidade central de processamento, ou CPU (Central Processing Unit), executa instruções. A memória mantém os dados usados pelos processos. Rede e armazenamento também limitam o desempenho. Portanto, olhar apenas para a quantidade de processamento pode levar a uma escolha ruim.

CategoriaPrioridadeSituação típica
Uso geralEquilíbrio entre recursosAplicações web e desenvolvimento
Otimizada para computaçãoProcessamentoCálculos e tarefas intensivas em CPU
Otimizada para memóriaCapacidade de memóriaBancos em memória e caches grandes
Computação aceleradaAceleradores de hardwareTreinamento de modelos e processamento especializado
Otimizada para armazenamentoDesempenho de armazenamento localCargas intensivas em leitura e escrita

Essas categorias orientam a escolha. O tipo concreto precisa ser compatível com o software e com o gargalo observado. Treinar um modelo, por exemplo, pode exigir uma unidade de processamento gráfico, ou GPU (Graphics Processing Unit), em vez de somente mais CPU. Tipos de instância.

O que você configura

Além da imagem e do tipo, é necessário definir onde a instância será criada, seu armazenamento e as regras de acesso. Uma instância precisa de caminhos de rede e permissões adequadas para se comunicar; estar ligada não significa estar acessível pela internet.

No modelo comum de uso do EC2, o cliente administra o sistema operacional convidado, os programas instalados e suas configurações de segurança. Ferramentas podem automatizar esse trabalho, mas a escolha e a configuração continuam necessárias.

Reiniciar, parar e encerrar

Essas operações têm consequências diferentes, especialmente para os dados.

OperaçãoO que aconteceAtenção ao armazenamento
Reiniciar, ou rebootReinicia o sistema operacionalDados do instance store permanecem no reboot normal
Parar, ou stopDesliga uma instância compatível para iniciá-la depoisVolumes persistentes permanecem; dados do instance store são perdidos
Encerrar, ou terminateRemove a instância definitivamenteVolumes podem ser excluídos conforme sua configuração

O Amazon Elastic Block Store (EBS) fornece volumes persistentes. Porém, persistente não significa impossível de excluir: a configuração DeleteOnTermination controla o destino do volume ao encerrar a instância. O volume raiz costuma ser excluído por padrão.

Uma instância parada também pode continuar gerando custos de recursos associados, como volumes. Ciclo de vida e cobrança por estado.

Quando usar — e quando avaliar outra opção

O EC2 faz sentido quando a aplicação exige controle do sistema operacional, dependências específicas ou processos que precisam permanecer em execução.

Se a necessidade é executar uma função curta em resposta a eventos, avalie AWS Lambda. Se o objetivo é executar contêineres sem administrar os servidores subjacentes, avalie AWS Fargate. Se é apenas entregar arquivos estáticos, talvez nem seja necessário manter um servidor de aplicação.

Essas alternativas não tornam EC2 obsoleto. Elas mudam a divisão de responsabilidades e os limites do ambiente.

Cenário: uma aplicação com dependências próprias

Imagine um sistema interno que depende de bibliotecas específicas do Linux e precisa executar continuamente. A equipe pode criar uma instância a partir de uma imagem compatível, instalar as dependências e manter os dados importantes em armazenamento persistente com backup.

Depois, observa o uso real. Se faltar memória, aumentar somente o processamento pode não ajudar. E se a aplicação precisar continuar disponível durante uma falha, a solução exige redundância além do dimensionamento dessa única máquina.

Erros comuns e revisão para a CLF-C02

Não confunda imagem com servidor, armazenamento temporário com persistente, nem parada com exclusão. Outra confusão é imaginar que a AWS atualiza automaticamente todos os pacotes que você instalou na instância.

Para a certificação, pratique associar a necessidade ao perfil de computação: controle do sistema, memória, processamento ou aceleração. Decorar nomes de famílias sem entender a carga ajuda pouco.

Questão autoral

Uma aplicação precisa de controle sobre o sistema operacional e mantém um grande conjunto de dados em memória durante o processamento. Qual opção merece ser avaliada primeiro?

Resposta: A. Ela combina controle sobre o sistema operacional com um perfil voltado à necessidade descrita.

B armazena objetos, mas não executa esse sistema. C cuida de nomes de domínio. D fornece armazenamento, mas não substitui o servidor que executará a aplicação.

Resumo

EC2 oferece controle sobre computação. A imagem define a base do servidor, o tipo define seus recursos e o ciclo de vida influencia dados e custos. Escolha o perfil pelo comportamento da aplicação e planeje persistência, segurança e recuperação desde o início.

Documentação oficial

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